Você provavelmente já ouviu falar de alimentos processados, mas o que faz algo ser ultraprocessado?

Normalmente, os alimentos descritos como ultraprocessados ​​contêm aditivos, conservantes e podem ser enriquecidos com vitaminas e minerais. Estes alimentos também podem conter altos níveis de carboidratos refinados, açúcar de adição, gorduras saturadas e sódio, e são pobres em fibras alimentares.
Em outras palavras, eles não são considerados densos em nutrientes. Os exemplos incluem alimentos como bebidas açucaradas, muitas sobremesas, refeições prontas para consumo ou para aquecer, carnes processadas, alguns lanches embalados e até alguns tipos de pão. Dietas ricas nesses tipos de alimentos têm sido associadas à maior incidência de doenças não transmissíveis, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.
Pesquisadores acompanharam cerca de 45.000 adultos franceses (com idades de 45 e acima) inscritos no estudo francês NutriNet-Santé, um estudo de coorte observacional em andamento, por uma média de 7 anos.
Os participantes do estudo foram 73 por cento mulheres e tinham uma idade média de 57 anos no início do estudo. A cada seis meses, os participantes do estudo autorrelataram o consumo alimentar registrando tudo o que comeram e beberam durante 24 horas em três dias não consecutivos. A cada ano, os participantes também completaram cinco questionários sobre si mesmos, incluindo medidas como peso corporal e índice de massa corporal (IMC) e outros importantes indicadores sociodemográficos e de saúde.
Os resultados mostraram uma associação positiva entre o consumo de alimentos ultraprocessados ​​e a mortalidade por todas as causas: para cada aumento de 10% de alimentos ultraprocessados ​​na dieta, o risco de mortalidade aumentou 14%.
As pessoas com maior consumo de alimentos ultraprocessados ​​eram mais jovens, mais propensos a viver sozinhos, tinham menor renda, tinham menos escolaridade, eram menos ativos fisicamente, tinham maior IMC e tinham menor probabilidade de aderir às recomendações nutricionais francesas. Devido à natureza do estudo (por exemplo, um desenho observacional com apenas indivíduos franceses), os autores alertam contra a generalização de seus resultados e observam que mais pesquisas são necessárias para confirmar os efeitos causais.
Não há como negar que certos alimentos processados ​​devem ser consumidos com menos frequência do que outros. Mas nem todos os alimentos processados ​​são iguais: alguns contribuem com vitaminas, minerais e nutrientes essenciais para a nossa dieta, enquanto outros fornecem muito pouco, ou nada.
Uma dieta saudável enfatiza alimentos integrais como frutas, hortaliças, nozes, sementes, grãos integrais, proteínas magras e óleos saudáveis. Mas isso não significa que dietas saudáveis ​​não podem incluir alimentos processados. Uma dieta saudável não precisa ser uma dieta perfeita.
Deve ser agradável, sustentável e flexível – e incluir uma ampla gama de alimentos integrais e processados. Dietas saudáveis ​​também precisam ser práticas e levar em conta as quantidades limitadas de tempo, experiência culinária e orçamento que muitas pessoas enfrentam.
FONTE: FOOD INSIGHT

Conheça a relação entre alimentos ultraprocessados e a mortalidade — Blog +Bio