‘Sempre me diziam que era coisa da minha cabeça’, diz jovem que enfrenta depressão – G1

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados em 2017, cerca de 322 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo. Em 10 anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4% em todo o mundo. Considerada o mal do século, a depressão é o tema do Dia Mundial da Saúde comemorado nesta sexta-feira (7). “Sempre me diziam que era coisa da minha cabeça, que eu tinha que procurar ocupações”, diz uma uma jovem de 25 anos que descobriu que sofria com a doença em 2016. (Veja vídeo)

No Brasil, cerca de 11,5 milhões de brasileiros sofrem com esse problema. Entre os sintomas da doença estão mudanças de humor, vontade de não sair de casa e ficar isolado. Com o passar do tempo, o comportamento vai mudando. Foi assim que uma jovem de Gurupi, que pediu para não ter o nome revelado, descobriu a doença no final de 2016.

“Eu sempre fui uma pessoa muito alegre, espontânea. Fazia tudo de muito boa vontade. Eu passei a perder essa vontade. Começou nesse nível de ficar estressada, me tornei uma pessoa mais grosseira”, disse.

A depressão é cada vez mais comum e por causa disso os profissionais da saúde buscam orientar sobre as consequências que a doença pode trazer. Reconhecer a depressão é o primeiro passo para o tratamento.

“Conhecer é o primeiro passo para a gente conseguir prevenir essa enfermidade que é considerada o mal do século. A depressão, apesar de muitos conhecerem, é pouco discutida profundamente”, comentou a psicóloga Larissa Azevedo.

Segundo os dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

Conforme o médico Maurício Nauar, a depressão em muitos casos é responsável pelo aparecimento de outras doenças. “Vários tipos de doenças as pessoas as vezes procuraram o médico com uma palpitação no coração, a pressão alta, emagrecendo ou engordando. Outras vezes com distúrbio no aparelho gastrointestinal, dor de estômago e as vezes é um quadro de depressão que está começando a se desenvolver”, disse.

Preconceito

Além de enfrentar os sintomas da depressão, muitas vezes quem tem a doença precisa lidar também com o preconceito. “Sempre me diziam que era coisa da minha cabeça, que eu tinha que procurar ocupações. Detalhe: eu sou bastante ocupada, mas mesmo assim as pessoas achavam que ocupar mais minha mente com alguma coisa”, disse a jovem, que faz tratamento há dois meses.

“A partir do momento que eu não quero me aproximar de você porque tem depressão e isso vai me causar algum desconforto é um preconceito. Então, para a gente começar a tratar a depressão precisa entender que essas pessoas precisam de ajuda. Precisamos mostrar uma preocupação e dar atenção, sem jamais banalizar ou minimizar essas angustias ou sentimento.”

Para a psicóloga, o apoio moral de quem está ao redor é fundamental. “A partir do momento que eu não quero me aproximar de você, porque tem depressão e isso vai me causar algum desconforto é um preconceito. Então, para a gente começar a tratar a depressão precisa entender que essas pessoas precisam de ajuda. Precisamos mostrar uma preocupação e dar atenção, sem jamais banalizar ou minimizar essas angustias ou sentimento”, diz Larissa Azevedo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s