G1 – Uva doce é aposta do agronegócio no Espírito Santo – notícias em Agronegócios no Espírito Santo

06/03/2017 08h01 – Atualizado em 06/03/2017 08h01

Produtores do Norte têm cultivado espécie que se adapta ao clima quente.
Uva doce gera até 10 vezes mais renda que culturas como o café.

 Patrik CamporezDe A Gazeta
Pesquisador da Ufes Marcio Paulo Czepak  (Foto: Paula Czepak/ Divulgação)Pesquisador da Ufes Marcio Paulo Czepak (Foto: Paula Czepak/ Divulgação)

Uma uva doce, que produz bem sob clima quente e gera até 10 vezes mais renda que culturas como o café. Essa pode ser a nova promessa no agronegócio capixaba, segundo pesquisas realizadas nos últimos 8  anos pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

A novidade é que as videiras estão começando a ser cultivadas no Norte do Espírito Santo, região com clima mais quente, diferente dos municípios serranos onde o cultivo já é algo consolidado.

Ao todo, 38 municípios capixabas já contam com produção de uva. Referência estadual na cultura, o pesquisador e professor da Ufes Marcio Czepak já realizou vários trabalhos com a finalidade de entender o comportamento da fruta no Norte do estado.

“A uva é muito exigente em termos de tecnologia, quando se pensa em clima tropical. Mas, em compensação, possibilita até duas safras e meia por ano. Na região temperada, se consegue apenas uma. Para isso precisa de uma tecnologia diferenciada com relação a manejo”.

O professor explica que, diferente do que pensa a maior parte dos produtores mais leigos, as videiras gostam do calor. “No frio a   uva  dorme e produz menos. No calor ela é mais produtiva e contém mais açúcares”.

Estima-se que são precisos 10 hectares de café para se conseguir a mesma rentabilidade de um hectare de uva.

Atualmente, o abastecimento da fruta no mercado capixaba é feito por meio de importação de países como Estados Unidos, Chile e Argentina. Estados como Pernambuco também são grandes vendedores de uva para o Espírito Santo.

“Esse é um fator que anima os produtores locais, que têm melhor retorno financeiro e ganham em termos competitividade com a possibilidade de abastecer o mercado capixaba”, ressalta o pesquisador.

As plantas cultivadas no Norte do Espírito Santo são os mesmos materiais que têm conseguido êxito em várias regiões do Nordeste, com destaque para a produção no Vale do São Francisco.

Atualmente, o polo de vitivinicultura capixaba é responsável por uma área plantada de 175 hectares, que responde por uma produção anual média de 2.466 toneladas.

Desse total, 1,9 mil toneladas são destinadas para comercialização de frutos de mesa (frutos in natura) e 550 toneladas vão para a produção de vinhos e sucos.

De olho na demanda interna
Segundo o Incaper, a participação da produção local no mercado capixaba ainda é muito incipiente, mas com um grande potencial de crescimento para uvas de mesa, uma vez que o estado importa quase toda a uva que consome.

Outra grande possibilidade para o setor é a agroindustrialização, com foco na produção de sucos. Estão envolvidos na cadeia produtiva da uva, no Espírito Santo, 564 propriedades de base familiar.

Com relação ao manejo, o professor da Ufes Marcio Czepak revela que solos mais indicados para o plantio devem ser bem drenados, já que a   uva  não suporta solos encharcados. As variedades mais indicadas para essa região são as uvas Niagara, Isabel Precoce, Benitaka, Rubi e Itália.

Para ele, como o Norte do estado apresenta um clima mais quente do que o das regiões mais tradicionais de plantio, são necessários alguns cuidados específicos, como a utilização de porta-enxerto adaptado ao clima tropical e a pulverização contra doenças, como míldio, em períodos mais úmidos do ano.

“O manejo da lavoura também requer uma atenção especial, como um bom preparo do solo, com calagem, fosfatagem e adubação orgânica de cova, pulverizações para controle de pragas e doenças, podas e desbrotas”, explica Czepak.

Conheça produção de uvas no Espírito Santo
Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Domingos Martins, Marechal Floriano, Venda Nova do Imigrante, Conceição do Castelo e Alfredo Chaves se destacam no cenário capixaba de produção de uvas, mas é nos municípios do Norte do Espírito Santo que a atividade encontra maior potencial de expansão, por meio do plantio de uvas finas de mesa.

Polo de Vitivinicultura
38 municípios
É responsável por uma área plantada de 175 hectares, que responde por uma produção anual média de 2.466 toneladas. Desse total, 1,9 mil toneladas são destinadas para comercialização de frutos de mesa (frutos “in natura”) e 550 toneladas vão para a produção de vinhos e sucos.

Características
No Norte do Espírito Santo, a colheita das uvas acontece até duas vezes e meia por ano, enquanto as regiões mais frias registram apenas uma safra. Além disso, por causa do clima mais seco, a uva é mais doce, com sabor diferenciado.

 

Fonte: G1 – Uva doce é aposta do agronegócio no Espírito Santo – notícias em Agronegócios no Espírito Santo

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