Rio de Saúde: Sal rosa do Himalaia: benefícios e como consumir

O alto poder desintoxicante do sal rosa é benéfico para ajudar a eliminar toxinas do corpo, purificar o sangue e regular a produção de óleo pela pele. Além disso, a alta concentração de magnésio, por exemplo, é benéfica para prevenir cãibras e fortalecer os músculos e o sistema imunológico.

Entenda as diferenças entre o sal rosa do Himalaia e o sal comum e muito mais. O sal rosa é extraído de minas salinas localizadas nas montanhas do Himalaia. Apesar de estar nas montanhas, ele é de origem marinha, um pedaço de oceano aprisionado em rocha durante as convulsões que sacudiram o planeta em seus primórdios.

Este mar foi cristalizado em camadas de sal e guardado por milhões de anos nas profundezas das montanhas, coberto por lava, gelo e neve, o que o deixou protegido da poluição moderna. Por isso, o sal rosa do Himalaia é considerado o mais puro sal da Terra. Ele é extraído manualmente, não sofre nenhum processamento, é simplesmente empacotado e colocado no mercado. O sal do Himalaia é um sal gourmet, com sabor diferenciado, e sua bela cor rosa é dada pelo conteúdo único de minerais.

 

Minerais em sinergia

Da mesma forma que vitaminas e minerais estão em perfeita sinergia embalados em frutas e vegetais, também no sal rosa os minerais trabalham coesos trazendo benefícios para o corpo. Sinergia é definida como a interação de vários elementos para produzir um efeito diferente ou maior do que a soma de seus efeitos individuais.

O sal rosa contém 84 minerais, incluindo sódio, cloreto, cálcio, potássio, enxofre, fósforo, ferro, magnésio, iodo, boro, cromo, cobre, manganês, molibdênio, selênio, zinco, carbono, platina e selênio. Devido a esta variedade de minerais, ele é considerado mais saudável do que o sal de mesa regular, composto somente por cloro e sódio, com adição de iodo e substâncias químicas como ferrocianeto de sódio e aluminossilicato (agentes antiaglomerantes).
Benefícios do sal rosa do Himalaia

Sal é um nutriente essencial à vida. Sua importância é tão grande que “salário” vem de “sal”, porque os romanos eram pagos com saquinhos de sal, e exploradores europeus trocavam ouro por sal. O oceano interior do corpo é salgado e sem sal inúmeras reações químicas que oferecem suporte à função enzimática, geração de energia, produção de hormônios, transporte de proteínas e muitos outros processos bioquímicos, simplesmente não funcionam.

Alguns exemplos:

Compõe o plasma sanguíneo, fluído linfático, fluído extracelular e líquido amniótico.

Atua no equilíbrio hidroeletrolítico e estabiliza o pH corporal (acidez/alcalinidade).
Leva água e nutrientes para dentro e para fora das células.
Contribui para regular a pressão arterial.
Age no desenvolvimento de células gliais no cérebro, responsáveis pelo pensamento criativo e capacidade de planejar.
Ajuda o cérebro a se comunicar com os músculos e a comandar os movimentos.
Menos sódio por porção.

A estrutura dos cristais do sal rosa é maior, tem mais volume, e assim este sal tem menos sódio por porção do que os altamente refinados grãos de sal comum. O sal rosa contém 85 % de cloreto de sódio e 15 % compostos por outros minerais. O sal refinado contém 97,5% de cloreto de sódio e 2,5% de produtos químicos, tais como absorventes de umidade e agentes clareadores. Além disso, no processamento o sal é seco a mais de 650 graus centígrados, e este calor excessivo altera a sua estrutura natural.

Como e quanto consumir.

Sal é essencial para o nosso corpo desde que usado na dose certa. Obviamente o consumo excessivo não é benéfico. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a recomendação diária de sal para um adulto é de até seis gramas, o equivalente a uma colher de chá cheia. Isto é válido para qualquer tipo de sal. O sal melhora o sabor dos alimentos, porém o seu uso excessivo prejudica o paladar e acaba causando um desajuste na dose ideal ao temperar um prato. Muitas pessoas têm o péssimo hábito de usar o saleiro antes mesmo de provar a comida.

Equilíbrio na ingestão de sal

Quando há um consumo excessivo de sal pode ocorrer retenção hídrica, inchaço e alteração na pressão arterial (em pessoas sensíveis ao sódio). Tome cuidado para não reduzir demais a ingestão de sal. Diversos estudos têm mostrado que o sódio é essencial na saúde, e tirá-lo da dieta ou reduzir drasticamente o seu consumo pode ter mais efeitos negativos do que o abuso de sal. Níveis de sódio consistentemente baixos podem contribuir para a resistência à insulina e aumentar o nível de triglicerídeos, com um aumento no risco de doença cardíaca, doença hepática e diabetes tipo 2.

Sal e idosos

Um baixo teor de sódio na dieta atinge principalmente os idosos, que costumam seguir a recomendação médica de fazer uma restrição no consumo de sal. Eles têm maior tendência a apresentar os sintomas de hiponatremia (níveis baixos de sódio no sangue), sintomas esses que se confundem com os presentes no envelhecimento: fadiga, fraqueza muscular, confusão mental e falta de equilíbrio.

Sal essencial

Já que o sal é essencial, melhor consumir um que seja rico em todos os minerais. Em vez da opção refinada prefira o sal rosa, um sal integral com todos os nutrientes presentes no oceano. Além do sal rosa há outros sais ricos, com diferentes coloridos e sutilezas no sabor, como o sal negro do Havaí (vulcânico e sulfuroso), flor de sal (de sabor delicado), sal cinza (ou sal celta), e versões misturadas com algas e fitoplâncton. Investir em um sal de qualidade adiciona valor à nossa saúde.

 

Fonte: Rio de Saúde: Sal rosa do Himalaia: benefícios e como consumir

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