Especial Taça Silagem: Silagem de milho – Benzoato de sódio ou sorbato de potássio? – Seu Espaço – Espaço Aberto – MilkPoint

Por Thiago Fernandes Bernardes
postado há 7 horas e 57 minutos atrás

Já foram mostrados os benefícios da aplicação do benzoato de sódio para controlar as perdas no topo de silagens que são propensas a deterioração aeróbia, como é a silagem de milho. Como o benzoato de sódio na companhia do sorbato de potássio são os dois ácidos mais comercializados no Brasil, nós gostaríamos de saber se os mesmos apresentam a mesma eficiência e qual a dose a ser utilizada, para que a classe produtora tivesse uma posição no momento de utiliza-los.

Desse modo, um estudo foi realizado no Departamento de Zootecnia de UFLA para testar o efeito da presença desses dois aditivos aplicados em duas doses: 1 ou 2 kg por tonelada de forragem (ambos apresentavam mais de 95% de pureza). A cultura utilizada como modelo continuou sendo o milho, pois a mesma se deteriora muito rapidamente quando exposta ao ar.

Os resultados nos mostraram que ambos os ácidos são eficientes em controlar a deterioração aeróbia, ou seja, eles aumentam a ‘vida útil’ da silagem quando a mesma é exposta ao ar, principalmente na fase em que o silo se encontra aberto para a alimentação dos animais. Portanto, a escolha por um ou outro vai de acordo com a disponibilidade do mercado (região onde você se encontra) e preço que são comercializados. É importante ressaltar que as empresas que comercializam tais ácidos não atuam no ramo zootécnico. Mas os mesmos são fáceis de serem encontrados nas companhias que trabalham com produtos químicos.

Quanto a dose a ser aplicada, os resultados evidenciaram que 2 kg de produto por tonelada de forragem foi mais efetiva que 1 kg. Então, muitos podem compreender que os custos de aplicação ficarão mais altos, o que é correto porque o dobro de produto deverá ser utilizado; contudo, cabe lembrar que a recomendação aqui é estratégica, ou seja, somente o topo do silo é tratado, pois é nesta região que as perdas se intensificam. Portanto, se diluirmos os custos de aplicação pela quantidade de forragem que está sendo estocada em todo o silo, os resultados nos mostrarão que os aditivos na dose de 2 kg são economicamente viáveis.

Como sempre ressalto nos meus artigos, lembre-se que a opção por utilizar qualquer tipo de aditivo é puramente estratégica, ou seja, quando o problema não pode ser controlado por meio do manejo. Isto significa que um aditivo deve ser sempre o segundo plano, nunca o primeiro. Cada produtor sabe dos problemas e dos potenciais da sua propriedade e, então, deve raciocinar e compreender que o manejo pode melhorar todas ou a maior parte das lacunas de um sistema de produção. Pense nisso!

Todos os resultados desta pesquisa podem ser encontrados no seguinte artigo:

Bernardes, T.F., De Oliveira, I.L., Lara, M.A.S, Casagrande, D.R., Àvila, C.L.S., Pereira, O.G. Effects of potassium sorbate and sodium benzoate at two application rates on fermentation and aerobic stability of maize silage. Grass and Forage Science. 2014.

 

 

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