EUA: disseminação da Influenza ocorre de granja para granja? – AviSite – O Portal da Avicultura na Internet

EUA: disseminação da Influenza ocorre de granja para granja?
Campinas, 07 de Maio de 2015 – Na segunda-feira, 4, o APHIS (sigla, em inglês, do Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal do USDA – Departamento de Agricultura dos EUA) registrava 114 casos de Influenza Aviária no país (vide “Nos EUA, Influenza já afetou mais de 20 milhões de aves”). No dia seguinte, 5, eles já haviam subido para 122. E o total de aves afetadas, pouco mais de 120 milhões de cabeças no primeiro dia da semana, subiu para 124 milhões no dia seguinte.

Os oito novos casos até agora registrados nesta semana ficaram restritos a apenas dois estados: Minnesota (5 casos) e Iowa (3). Mas o que mais chama a atenção é o ocorrido em Iowa, no condado de Madison, pois no episódio está envolvido um plantel (submetido a sacrifício sanitário) de aproximadamente 1,8 milhão de poedeiras comerciais.

Com os três novos casos, Iowa passa a ter 10 condados (municípios), 21 granjas e mais de 16 milhões de aves afetadas pelo vírus da Influenza Aviária.

De toda forma, Minnesota, agora com 70 registros, continua liderando o número de casos. Tão intensos que já começam a afetar a indústria do abate. No início da semana, o segundo maior produtor de perus dos EUA demitiu duas centenas de trabalhadores de uma de suas plantas no estado de Minnesota por falta de matéria-prima para processar.

Naturalmente, isso vai se refletir no abastecimento. E não só no da carne de peru. Um executivo da indústria de ovos estima, por exemplo, que a simples perda de 20 milhões de poedeiras – “cerca de 7% do plantel norte-americano de aves comerciais de postura” – pode ocasionar aumento de até 100% no preço dos ovos. E isso deve ocorrer senão de imediato, nos próximos meses, especialmente no Outono (a partir de setembro).

A menção a essa possível perda – os números atuais são elevados, mas ainda não chegaram a esse patamar – dão a exata ideia de como o atual surto de Influenza Aviária está sendo encarado localmente: impossível de controlar através das medidas convencionais.

A propósito, sabe-se – sobretudo pelas características dos casos iniciais, registrados entre o final de 2014 e os primeiros dias de 2015 – que a transmissão do vírus para aves até então sadias ocorreu de forma indireta, através do contato destas aves com material infectado pelas aves silvestres (naturais portadoras do vírus).

Agora, com a franca disseminação do vírus por mais de uma dúzia de estados norte-americanos (sem contar os recentes casos canadenses em Ontário – situado na mesma zona de influência da corrente migratória do Mississipi), nova tese começa a ganhar corpo no país: a transmissão de granja para granja.

Não chega a ser novidade em se tratando de um vírus respiratório. Mas o que se acrescenta, agora, é que, com a recombinação sofrida, o vírus circulante na avicultura dos EUA adquiriu a capacidade de sobreviver mesmo em ambientes com temperatura controlada (como é normal na produção avícola local). Assim, ele permanece ativo nas penas, na poeira ou na cama dos galpões e atinge instalações vizinhas após ser soprado de um aviário infectado pelos sistemas de exaustão de ar.

Se isso for verdade, só no Verão (a partir de junho) é que os casos de Influenza Aviária na América do Norte passam a recuar.

(AviSite) (Redação)

 

 

 

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