Minibanana pode virar opção para consumidor americano – Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

Estarão os EUA prontos para uma segunda banana? Para a maioria dos consumidores, a Cavendish é uma banana tamanho único. Com 30 centímetros de comprimento e pesando 200 gramas, é responsável por pelo menos 99% do consumo nacional de bananas. Mas causa problemas para as pessoas que não querem fatiar uma banana inteira numa tigela de Rice Krispies.

Ah, se as bananas pudessem ser menores. Bem, algumas são. Dos 33 bilhões de bananas exportadas anualmente para os EUA, uma fração minúscula são as primas exóticas frequentemente vendidos como “minis”. Isso é degradante; minibananas são plenamente desenvolvidas. Com um terço do tamanho de uma Cavendish, mais doce e mais cremosa, uma “mini” tem o tamanho perfeito para não deixar sobras ao ser incluída num sanduíche de manteiga de amendoim, banana e maionese. Ao picar uma minibanana numa tigela de Rice Crispies ninguém tem de perguntar: “Quem quer o resto dessa banana?”.

Os americanos com raízes nos trópicos as compram em mercadinhos ou em bancas de frutas e em alguns supermercados em climas mais quentes, mas os defensores da diversidade de frutas dizem ter chegado a hora de dar espaço às minibananas em bandejas monoculturais de bananas.

As empresas gigantes no setor de bananas – Dole, Chiquita e Del Monte – importam algumas, relutantemente, da América Central e do Sul. Mas em qualquer supermercado encontra-se variedade – maçãs: da fuji à roma; laranjas: da valência à cara cara; tomates: do caqui ao verde. Quem vende bananas alternativas?

Mario Marabello vende. “O tamanho é perfeito”, disse ele numa manhã segunda-feira. “Eu pensei, por que limitar a venda a mercadinhos especializados em produtos tropicais? Vamos dar uma chance a elas. Calvo, 64 anos, Mário é gerente de hortifrútis num mercado Key Food de tamanho médio na área de Park Slope, no Brooklyn. Ele estava na câmara frigorífica retirando as minibananas de uma caixa da “Dole, Costa Rica”. Ele as envolvia em película plástica, alojadas em bandejas de isopor, e então as pesava numa balança digital.

A US$ 1,49 cada 28 gramas, dez unidades saem por US$ 1,56. “Elas são atraentes”, disse Marabello. “A maioria das pessoas não sabe o que são, mas elas têm uma boa saída, aqui. Eu as ofereço porque elas vendem”. Ele colocou as bandejas numa correia transportadora. “Agora, estas vão direto lá para cima”.



Logo, as bandejas estavam empilhadas em duas colunas à frente da pilha das Cavendish. Funcionários estavam organizando minicenouras, minicouves e miniespinafres nas prateleiras quando Carolyn Sargent chegou ao corredor de hortifrútis com uma cesta em seu braço. As minibananas chamaram sua atenção.

“Eu comi uma banana assim na Índia”, disse Carolyn. “Eu estive lá na semana passada. Fui lá para visitar um cliente”. Ela atua em relações públicas. “Eu comi no café da manhã e estava muito, muito gostosa, e ela não é tão grande que eu tenha ficado ‘cheia’ depois de comê-la, entende?” Ela virou o pacote para checar o preço. “Um dólar e cinquenta? Por 10 bananas. Totalmente fenomenal. Eu vou comprar”.

Como um dos primeiros a adotar as bananas pequenas, Carolyn é uma consumidora à qual os importadores de bananas deram pouca atenção desde a década de 1870. Numa história violenta de revoltas de trabalhadores e golpes militares e, em anos mais recentes, de guerras comerciais, falências e aquisições, o setor bananeiro aderiu estritamente a uma estratégia focada num só tipo de banana.



Cinqüenta anos atrás, uma praga no Panamá matou a banana predileta, a Gros Michel. A Cavendish tomou seu lugar. Agora, uma praga está atacando a Cavendish na Ásia e na África, e poderá algum dia atacar na América do Sul. Os cientistas estão buscando encontrar um substituta resistente à praga para a Cavendish, mas mesmo que a “baby” seja muito pequena para ocupar seu lugar, poderia ela ajudar a preparar os consumidores para um futuro multibananas mais saudável?

As empresas gigantes no setor de banana não estão com pressa para descobrir. Na Feira de Hortifrutigranjeiros de Nova York, em dezembro, viam-se dois cachos de bananas pequenas lado a lado com bananas grandes expostas na Dole. “Não conseguimos solucionar a chave para uma demanda de minibananas”, disse o porta-voz da empresa, William Goldfield. “A banana Cavendish é a única com a qual os consumidores sentem-se confortáveis. O mercado não está demandando minibananas”.



Fonte: Barry Newman; Valor Economico.

 

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