Estou com febre… e agora?

 

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A FEBRE e o Tratamento Homeopático

Vamos iniciar uma conversa sobre febre e doenças agudas? O assunto é vasto, vamos devagar.

Por que tantas mães tem medo da febre? Sou médica e mãe também, posso imaginar. Temos medo de que algo muito ruim vá acontecer com nossos pequenos. No mínimo a terrível convulsão febril! E temos medo do que não conhecemos.  E o medo é um enorme fator de adoecimento. O melhor remédio para esse medo… é informação!

 A incidência de convulsão febril atinge menos de 3% das crianças entre 6 meses e 4 anos, sendo muito mais rara depois dessa idade. Sendo um evento tão raro, ainda precisa de um fator genético para acontecer. A convulsão febril costuma passar sem tratamento específico e não depende da temperatura, ou seja, pode acontecer com temperaturas baixas como 37,5℃. Quem tem convulsão febril uma vez pode nunca mais ter outra, e quem já teve febre e não teve convulsão, não a terá, principalmente se tiver menos de 6 meses ou mais de 4 anos de idade.

A convulsão febril acontece por imaturidade do sistema nervoso na maioria dos casos. Em outros se deve a uma alteração das ondas cerebrais como a epilepsia, que se resolve com o crescimento. Só nesses casos deve-se avaliar a necessidade de tratamento, sendo o melhor deles a prevenção da febre. Acontece que muitas vezes um tremor ou calafrio um pouco mais forte pode ser confundido com convulsão, por puro medo… Voltaremos a esse assunto em outra postagem.

O que é a febre? É o aumento da temperatura corporal como resposta a uma agressão. Essa agressão pode ser biológica (vírus, bactérias), química (medicamentos, toxinas), física (insolação) e até mesmo psicológica (traumas, medo, susto, etc). É um sinal importante do sistema imunológico, indicando que algo está acontecendo com o corpo, como uma luz vermelha que acende no painel do carro. A febre pode nos dar muitas informações importantes, sobre o melhor remédio homeopático a ser usado e sobre o tipo de agressão que estamos sofrendo. Quando essa luz se acende, é hora de prestar atenção. Além disso, a febre faz com que as células de defesa do corpo trabalhem com mais eficiência. Como quando queremos esterilizar uma mamadeira e a colocamos para ferver. O aumento da temperatura tende a inativar os agressores e estimular as defesas. Pessoas imunodeprimidas e idosos não tem febre alta e por isso as infecções nessas pessoas são muito mais graves.

O que o antitérmico faz? Desliga a luz do painel! Atrapalha as defesas! Mas não trata a causa do desequilíbrio… não resolve a febre, só abaixa a temperatura por cerca de 6 horas. Essa ação pode ser útil, porque concordamos que as mães e pais precisam dormir. Então o antitérmico é aceitável entre as 24h e 6 da manhã. É aceitável também quando a febre é exageradamente alta (maior que 39 graus centígrados) e ainda não se tem um medicamento homeopático adequado. Todos sabem como é exaustivo cuidar de um filho doente, eu também sei. E pais exaustos e sobrecarregados não funcionam direito. Mas e a febre?

Febre não é doença que necessite tratamento. É apenas o sinal de alerta… Desligar a luz do painel não só não resolve como atrapalha a identificação do problema. De modo geral, em uma criança saudável, qualquer processo infeccioso acompanhado de febre tem um ciclo natural que acontece sempre, desde que nós não atrapalhemos muito. Os processos febris duram em média 7 a 10 dias, com ou sem tratamento. Existe uma fase de piora, que geralmente dura 3 dias e a partir do terceiro dia os sintomas começam a regredir. É importante avaliar o estado geral da criança, a duração e a intensidade da febre para acompanhar essa evolução benigna. Criança que tem febre contínua por mais de 4 dias e fica prostrada o tempo todo precisa de cuidados médicos!

De modo geral o tratamento homeopático bem escolhido deve resolver os sintomas agudos em até 3 dias. Quando isso não acontece é preciso rever o tratamento e reavaliar o paciente. A homeopatia tem recursos para resolver até mesmo as infecções bacterianas. Idealmente deixamos os antibióticos para casos graves, hospitalizados, porque infelizmente não dispomos de hospitais homeopáticos, e quando a resposta ao tratamento homeopático não é satisfatória por qualquer motivo. Existem boas indicações para os antibióticos, mas o uso indiscriminado deles traz mais problemas do que soluções.

Nas próximas postagens, vamos conversar sobre que informações a febre nos dá e sobre os sinais de alarme nas infecções. Até logo!

Dra. Cristina Curto

 

Estou com febre… e agora?.

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