Movido a banha de Olmir Cividini

É impressionante a capacidade do homem de se adaptar às novas situações, às novas necessidades.

A frase que não é nova, me veio à mente quando, durante a 14ª Expodireto,  conheci um trator fabricado na década de 30, na Alemanha,  e que foi muito usado durante a 2ª Guerra Mundial.

Trator Lanz Bulldog movido a banha, do colecionador Klaus Pickert, de Carazinho-RS

O  que chamou a atenção, obviamente, não foi o design ou o ótimo estado de conservação, mas o combustível que movia o motor. Banha de porco.

O termo banha soa com certo anacronismo, visto que é cada vem menor o uso na culinária. Para os mais jovens talvez convenha até explicar do que se trata. Banha é a gordura do porco, extraída normalmente pelo aquecimento do tecido adiposo do suíno.  Por se tratar de gordura saturada o uso na culinária contemporânea diminuiu consideravelmente, vindo a ser substituída pelo óleo vegetal.

Voltando ao trator a banha, a escassez de combustíveis, como gasolina e diesel, fez  com que alguém tivesse a brilhante ideia de usar o que estava à mão para continuar o trabalho no campo, no caso os porcos. Daí a menção, no início do texto, sobre a capacidade de adaptação do ser humano.

E continuamos com essa capacidade de reagir diante das adversidades e as demandas da agricultura são muitas: falta infraestrutura de armazenagem, logística, transporte, aumento de produção com sustentabilidade… e por aí vai. Precisamos de mais “motores a banha”.

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