Cama de frango vira adubo

Na região de São Sebastião do Oeste, em Minas Gerais, tem muito pequeno produtor trabalhando com frango de granja, como conta José Bernardes por e-mail. Ele quer saber como transformar a cama das aves em adubo de qualidade e com valor comercial.
O Globo Rural foi conhecer o método que vem sendo usado pelos criadores de uma cooperativa paranaense.
São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná, é uma região forte na produção de frango. O veterinário Eugênio Arboit, que trabalha em uma cooperativa da região, explica como fazer.
“Esta é uma questão geral de todas as criações, o destino da cama. A composição da cama é feita de serragem, em torno de 20 toneladas, e no decorrer do ano, com as aves aumentando e defecando, vai constituir em mais 130 toneladas de fezes associadas com a cama, perfazendo um total de 150 toneladas ao longo do ano”, explica.
Em um galpão comercial, a retirada da cama de frango pode ser feita a cada 440 dias. Nesse período, o galpão vai receber vários lotes de frango. Cada lote fica uns 45 dias na engorda e depois segue para o abate.
O veterinário explica que para fazer um adubo de qualidade, deve-se adotar uma série de cuidados ao longo do ano, sempre nos intervalos entre os lotes.
A primeira medida é, logo após a saída dos frangos, queimar as penas dos animais. Este serviço é feito com o lança-chamas, também conhecido como vassoura de fogo. Isso vai facilitar a decomposição. A queima das penas também ajuda na sanidade do ambiente, reduzindo a chance de aparecimento de doenças nos próximos lotes de frangos.
Logo depois, entra em cena outro equipamento, a rotativa, que vai triturar a cama, também favorecendo o processo de decomposição. Este processo também é importante para misturar as cinzas das penas queimadas ao conjunto da cama.
Em seguida, é hora de juntar o material em grandes leiras, no centro do galpão. “Posteriormente ele molha essa cama, utilizando em torno de 30% de água, aí cobre esta cama, deixa a lona por uma semana. Acontece que vai haver um processo fermentativo natural, elevando a temperatura, chegando de 60°C, 70°C, facilitando assim o controle microbiológico da cama e favorecendo uma melhor decomposição desta cama, tornando um adubo de boa qualidade”, garante Eugênio Arboit.
Depois de uma semana, o material empilhado deve ser espalhado normalmente no galpão que vai receber um novo lote de aves. Vale lembrar que esta operação deve ser repetida várias vezes ao longo do ano, sempre no intervalo entre os lotes.
“Você poderá utilizar na adubação orgânica da lavoura ou mesmo vender. Nessa região, o preço varia entre R$ 50 a R$ 60 a tonelada. Com certeza auxilia a propriedade, facilitando também a propriedade em outras culturas”, diz o veterinário.
A cama de frango não pode ser usada na alimentação do gado. Isso está proibido no país por causa do risco de transmissão da doença conhecida como vaca louca.

(Globo Rural) (Redação)
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