Cesta básica está 7,15% mais cara

Desde o início do ano a cesta básica do sorocabano ficou 7,15% mais cara, aponta o levantamento mensal feito pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso). Coordenado pelo professor doutor em economia, Manuel Payés, o estudo revela que em junho os 34 itens essenciais da pesquisa custaram, em média, R$ 361,06 na cidade. Em janeiro, a mesma cesta de produtos era encontrada por R$ 336,95 aproximadamente. No comportamento mensal (de maio a junho), porém, houve queda no preço total e o grupo da alimentação, com retração de 3,84%, foi o principal responsável pela retração nos custos da cesta básica.
Junho apresentou o segundo maior valor deste ano perdendo apenas para maio, quando a cesta básica ficou em R$ 371,61. De um mês para o outro, portanto, houve queda de 2,84% e o consumidor sorocabano pagou cerca de R$ 10,50 a menos. Payés destaca que em 2010 esta foi a primeira queda da cesta básica. A alta até maio está associada com chuvas excessivas nos primeiros meses do ano e com a recuperação da economia mundial e, notadamente, com a economia brasileira, afirmou o professor.
Payés compara o comportamento do primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado. Nos seis primeiros meses de 2009, lembra ele, a cesta básica em Sorocaba sofreu alta de 5,57% passando de R$ 321,71 em janeiro para R$ 339,63 em junho. Segundo ele, agora, os preços apresentaram tendências diferentes das registradas no ano passado. Neste ano a cesta básica apresentou uma trajetória de alta até maio, enquanto que no mesmo período do ano passado se manteve estável. Todavia, em junho de 2010 a cesta cai de preço, ao passo que no mesmo mês de 2009 subiu fortemente, avalia ele.
Queda de 3,84% na alimentação
A cesta básica é dividida em produtos de higiene pessoal, limpeza e alimentação. Em junho os dois primeiros grupos tiveram alta de 2,04% e 4,69%, respectivamente. Já a alimentação apresentou queda de 3,84% de um mês para o outro. A carne bovina, a batata e o açúcar aparecem com as quedas mais expressivas. Inversamente, o arroz, a linguiça fresca e o feijão lideram as altas entre os alimentos.
A carne bovina, tanto a de primeira como a de segunda, está entre os produtos que ficaram mais baratos de um mês a outro. No caso da carne de primeira, a retração foi de 8,41% com o produto passando de R$ 14,66 para R$ 13,43. Já a carne de segunda registrou queda de 4,71% e de R$ 8,93 em maio, ficou em R$ 8,51 em junho. Payés destaca que pela importância que a carne tem na mesa do brasileiro o barateamento no preço pode ser apontado como o maior responsável pela diminuição no custo da cesta básica no mês de junho. Segundo ele, a redução é resultado de uma demanda fraca e abaixo da esperada para o período. Assim, com maior quantidade do produto no mercado, houve pressão pela redução no preço.
Ainda no campo das retrações, a batata, com queda de 21,53% lidera a lista das reduções. O quilo do tubérculo passou de R$ 3,75 para R$ 2,94, aproximadamente. A vice-liderança na lista é ocupada pelo açúcar refinado que ficou 12,43% mais barato. O quilo, que custava R$ 2,14, agora, pode ser encontrada por R$ 1,87. O coordenador do estudo, Manuel Payés, afirma que nesses dois casos a queda nos preços está relacionada com o início do período de safra e com as condições climáticas favoráveis ao cultivo tanto do tubérculo como da cana-de-açúcar. No caso do açúcar ainda temos uma queda das cotações internacionais, o que ajudou na redução dos preços domésticos, argumentou o professor.
Arroz e feijão mais caro
Apesar da queda no custo geral dos alimentos entre maio e junho a clássica combinação de arroz com feijão ficou mais cara para os sorocabanos. O acompanhamento mostra que o feijão sofreu alta de 3,39% e de R$ 4,26 o quilo ficou em R$ 4,40 em junho. Já no arroz, a elevação dos preços foi de 2,06%. O pacote de cinco quilos que era vendido por R$ 10,69, aproximadamente, passou para R$ 10,91.
O professor explica que a alta do arroz pode ser explicada pelas condições climáticas adversas para o cultivo do cereal. Já no caso do feijão este comportamento foi causado pelo comportamento dos agricultores que diminuíram o volume de venda do grão para forçar a alta no preço. Payés lembra que em 2009 os produtores de feijão tiveram grandes prejuízos por conta dos baixos preços pagos pelo mercado. Em consequência disto, houve diminuição da área plantada. Desde o início do ano, informa o professor, o feijão acumula alta de 86,23%.
Notícia publicada na edição de 13/07/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 3 do caderno C 
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